Sete Vidas

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sábado, maio 11, 2013

Resenha: Pandemônio

Pandemônio - Lauren Oliver

Sinopse: Dividida entre o passado — Alex, a luta pela sobrevivência na Selva — e o presente, no qual crescem as sementes de uma violenta revolução, Lena Haloway terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor sem, porém, se transformar em um zumbi: modo como os Inválidos se referem aos curados. Não importa o quanto o governo tema as emoções, as faíscas da revolta pouco a pouco incendeiam a sociedade, vindas de todos os lugares… inclusive de dentro.





Estava contando, e faz exatamente 1 ano que li Delírio, o primeiro livro da trilogia. Achei agoniante pensar que demorou tanto para eu descobrir o desenrolar dessa história. Amei Delírio e, se possível, amei ainda mais Pandemônio.
 
Livros de distopia me fascinam de um jeito... Adoro ficar pensando que, em um futuro próximo, alguma rebelião vai acontecer, algo para fazer com que o mundo se assuste e pare de agir do modo que está agindo. Devaneios à parte, vamos falar sobre o livro.
 
Alex está morto e Lena conseguiu atravessar. Essa perda, a nova vida na Selva, os sentimentos dela, tudo interfere em sua personalidade. Adorei esse amadurecimento da personagem. Ela está muito mais forte e preparada para lutar nessa guerra contra aqueles que acreditam que o amor é uma doença.
 
As cenas de luta, de fuga, de sobrevivência, de amor... Do começo ao fim, este livro me tirou o fôlego. Li em um dia e não conseguia parar. Fazia muito tempo que não lia um algo tão bom!
 
O livro é muito interessante, pois a autora ficou trocando o tempo em cada capítulo. Em um, Lena está no agora, no outro, ela está no antes, e desse modo a autora foi amarrando muito bem a história. Ponto para ela, pois assim prendeu a atenção do leitor.
 
Adorei os novos personagens. É o que eu sempre digo: um livro sem personagens secundários interessantes não é um livro bom! São eles que encorpam a história. Graúna, Julian... Me encantei por todos.
 
E o final? Gente, fiquei em choque por alguns minutos, sem conseguir falar nada. Sei que é clichê falar isso, mas mal posso esperar pelo terceiro. Se antes a história já era boa, agora vai ficar mil vezes melhor. Já foi lançado lá nos EUA, e se chama Requiem. Espero que a Intrínseca não demore tanto para lançar.
 
Deixo aqui para vocês uma entrevista que fizemos há muito tempo com a autora, Lauren Oliver. LEIA AQUI.

domingo, maio 05, 2013

Vai entrar?


Crescer é não voltar. Crescer é ir tomar cerveja com um bando de estranhos e – ainda assim – ter uma noite incrível. É a espera de uma hora e meia na fila para a não esperar a noite toda por você. Crescer é não ter torcicolo de tanto olhar para trás. É virar doses pegando fogo enquanto ri a noite toda com garotos engraçados que te ensinam as táticas de conquista. 

Crescer é todos te chamarem para entrar e você virar a esquina. 
 
 

Crescer é mudar de lugar.

Crescer é voltar, mas não se decepcionar. É ir pelo motivo certo, é ir pela música. É dançar como se ninguém estivesse ali, é mostrar para a banda que eles deixam a sua noite mais viva. Mais intensa. E crescer é isso. É ser mais intensa, é se dar mais sem saber se vai receber algo em troca. Crescer é fazer amigos novos. É se permitir a ir lugares novos sozinha e se sentir rodeada de gente engraçada que te faz bem. Crescer é mudar o papo, mudar a cabeça. É provar novas bebidas. Crescer é deixar de odiar o gosto de cerveja. Crescer é não esperar pela sua mensagem no dia seguinte.

Crescer é saber que mesmo bêbada, eu jamais vou ligar para você. Crescer é dar risada ao escutar alguém falando que minha mão é macia. Crescer é não sentir dor ao ouvir isso. Crescer é não ter pânico de entrar no seu território. Crescer é deixar de olhar para a porta. Crescer é estar apaixonada por você e não lhe contar. 

E, de uma vez por todas, crescer é não encontrar você pela noite.

quarta-feira, maio 01, 2013

Adote!

Olá, pessoal! Amanda por aqui! Estava com saudades de preparar umas coisinhas pra vocês, então pra reestrear a minha volta, o post de hoje é super especial!
 
Vou contar um pouquinho das minhas seis grandes paixões! Não sei se vocês sabem, mas eu tenho um amor gigantesco por cães, e quando vejo algum precisando da minha ajuda... simplesmente não consigo resistir! Aqui estão eles mandando uma lambida para vocês!


 Esse dorminhoco é o Gordo, ele foi encontrado na rua e adotado há cerca de 8 anos! Meu xodó, é um lindo e brincalhão, ele é o manda chuva dos outros aqui em casa!
A bonitona da vez se chama Pituxa, encontramos ela presa em uma gaiola de pet shop, toda machucada, mas como ela já era adulta, ninguém quis levá-la. E há 6 anos ela veio alegrar as coisas por aqui!
Confesso que esse linguarudo não foi adotado, ganhei de presente de natal em 2006! Se chama Kauê e pensa que é um rottweiler! É o mais metido da casa, e não tem noção nenhuma do seu tamanho!
 
   O bonito da foto é o Pierre, pegamos ele de uma conhecida há uns 6 anos! Ele é meio antissocial, só vive grudado no meu pai, e tem um amor platônico pelo Kauê, haha.

 Encontramos a Dandara e um irmãozinho (conseguimos doá-lo à um conhecido) em uma invasão que costumamos fazer doações. Ela é totalmente bobona e quer brincar com tudo que vê, às vezes destrói umas coisas cá ou lá, mas seu carinho e companheirismo compensam qualquer coisa!

Essa moça é a Tequilaaaa! Ela tem apenas 3 patinhas... foi atropelada e deixada na rua por uns 4 dias, mas já está 100% recuperada! Corre e brinca mais que os outros! É a minha bebezona!
 


Pessoal, o intuito desse post foi mostrar que independente de tamanho e raça, os cães são os melhores amigos do homem! Se puderem ajudá-los de qualquer forma quando for preciso, tenho certeza que o olhar de cada animalzinho retribuirá seu gesto!
 
E vocês... têm algum cachorrinho/gato/periquito/coelho em casa? Contem aqui nos comentários! Espero que tenham gostado!
 
- XOXO, A.

segunda-feira, abril 29, 2013

Resenha: O livro do amanhã

O livro do amanhã - Cecelia Ahern

Sinopse: Nascida no luxo, Tamara Goodwin, de 16 anos, nunca precisou olhar para o amanhã, até que a morte abrupta de seu pai deixa a ela e a sua mãe uma montanha de dívidas e as obriga a se mudarem para a casa dos tios de Tamara, em um vilarejo no interior. Solitária e entediada, a única diversão de Tamara é uma biblioteca itinerante. E ali, ela encontra um livro muito misterioso. Tamara vê inscrições com sua própria letra e datadas para o dia seguinte. Quando tudo acontece exatamente como o livro previa, ela percebe que pode ter encontrado a solução para seus problemas. No entanto, Tamara descobre que é melhor não virar algumas páginas e que, apesar de muito tentar, não pode mudar o destino.




Já havia lido outro livro da autora, PS Eu te amo, e senti muita curiosidade para ler esse. A sinopse me deixou intrigada, então decidi ler esse logo de uma vez.
 
Com o suicídio do seu pai, Tamara, que sempre foi uma menina ruim, metida e mimada, se sente extremamente culpada e arrependida. Nunca disse o que realmente importava para o seu pai, e acabou perdendo ele sem poder ter outra chance. Desse modo, ela tem uma crise de identidade e se força a mudar.
 
E é na casa dos tios dela que essa mudança irá acontecer. Tamara finalmente acorda para a vida, e coisas misteriosas começam a aparecer nessa nova realidade. Ela conhece novas pessoas, encontra um livro que conta o que irá acontecer no dia seguinte, entre outras coisas.
 
Gostei bastante do livro, apesar de ele demorar algumas páginas para ficar interessante. Confesso que odiava a antiga Tamara, graças a Deus que ela amadureceu na história, senão não teria graça alguma. Os mistérios que envolvem a sua vida são muito bem pensados, e o desfecho do livro prende qualquer um.
 
O final me agradou muito, adorei o fim que as coisas tiveram. Há várias frases boas no livro, pena que acabei me esquecendo de anotá-las para postar junto com a resenha. De qualquer modo, foi bacana a mensagem que a autora quis passar. De que não importa o que vá acontecer no amanhã, é o hoje que tem que ser vivido - não somente existido - e de que temos que aproveitar cada segundo do dia. Pensar no amanhã, tentar saber o que irá acontecer, e todas essas coisas, só nos afastam da felicidade, da calma e do bem-estar.
 
Adorei mesmo. Espero que vocês possam ter a oportunidade de ler. Beijos!

quarta-feira, abril 24, 2013

A gente vai se ver a vida toda, foi você quem disse.

 
 
 
Engraçado. Acontece que esses dias mesmo eu estava comentando com a minha irmã como nunca mais senti vontade de escrever sobre... bem, sobre eles. E daí eu resolvi ressurgir das cinzas e queimei pela noite afora. Você passou pela minha cabeça tão rápido que eu nem pude terminar o pensamento. Por isso, quando acordei de manhã, tudo que pensei foi: merda. Porque eu sabia que tinha acontecido de novo. De três em três meses, essa... coisa acontece.
 
 E eu olho pra sua cara e dou risada. E acho tudo tão incrível, tão absurdamente hilário que nem consigo me lembrar porque fiquei brava com você da última vez. É que não importa. Não consigo ver malícia em você. Para mim, você continua sendo um garotinho, fazendo traquinagens por aí. O mais legal de tudo isso é que nem minhas amigas conseguem sentir raiva de você. Elas também te acham hilário!
 
Vejam só a situação. Você não é mal. Não é arrogante, embora, quando eu te encontro pela noite, eu me torno arrogante e debochada e irônica e você olha para mim e me pergunta: por que você não acredita em mim?, mas a verdade é que se eu acreditar em você, a coisa vai começar a ficar complicada, entende? Desse modo, continuo me divertindo horrores enquanto você fala as melhores mentiras e eu dou risada na sua cara, e digo coisas tão ousadas que fico até assustada. A verdade é que a gente ama se colidir pela noite. Seja no meio da multidão, na rua ou no balcão do bar. Tanto faz. Só sei que é inegável. E eu precisava torcer o meu coração e deixar as palavras escorrerem aqui. Isso faz o mundo girar. O meu mundo, pelo menos. E eu fiquei tão feliz por dessa vez eu ter acordado no dia seguinte com o pensamento: meu Deus do céu, o que eu fiz noite passada, em vez de pensar: será que ele vai me ligar? De uma vez por todas, eu entendi.
 
Fiz promessas ano passado e estou finalmente cumprindo-as. Amadureci. Fui embora sem sentir como se estivesse perdendo algo que nunca mais recuperaria. "A gente vai se ver a vida toda", foi você quem disse.* E a partir de agora posso respirar em paz. Porque daqui 3 meses a gente se vê de novo. E de novo, de novo, e de novo...
 
 
 
 
 
 
 
*Frase retirada do livro Hell Paris.

domingo, abril 21, 2013

Saindo da fossa

Como foi o final de semana de vocês? Por aqui foi tudo tranquilo e divertido! O post de hoje é sobre um tumblr muito legal. Se chama 180 cartazes pra sair da fossa , e é repleto de montagens com frases ou trechos de música!



Segundo a garota do tumblr: "Minha mãe disse e depois li em algum livro: são necessários cerca de seis meses pra curar uma dor de amor. Um cartaz pra cada dia que passa pra fazer passar." Não é incrível? Selecionei alguns cartazes que gostei, mas visitem o tumblr, pois é realmente muito legal!

É banca sempre visitar, pois daí acompanhamos o progresso da menina. Torço por ela!











E vocês? Acham mesmo que em seis meses a dor do amor passa? Eu acho que sim!

quarta-feira, abril 17, 2013

Resenha: O teorema Katherine

Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.



Depois de ler A culpa é das estrelas, me viciei completamente em John Fugging Green. A escrita dele não tem explicação. Ele é tudo que a gente sonhou e um pouco mais.
 
 
 
Enfim, vamos falar sobre o livro. O Teorema Katherine fala sobre Colin (John disse que escolheu o nome Colin porque ele fica ligando para as ex's. Colin = Calling) Singleton, que já namorou 19 meninas chamadas Katherine (oi?). Dessa vez, a Katherine XIX acaba de romper com ele, e Colin está devastado. Seu melhor amigo, Hassan, decide levá-lo a uma road-trip. Desse modo, os dois embarcam em uma viagem que mudará a vida deles para sempre.
 
Colin, apesar de ser um prodígio, é muito parecido comigo na questão relacionamentos. Acho que é por isso que eu AMEI TANTO o livro. Veja bem, ele se apaixona pela pessoa justamente quando ela termina com ele. Além disso, tem um sério problema em seguir em frente, e sempre fica tentando adivinhar o que vai acontecer em seus futuros relacionamentos. 
 
 
 
O melhor amigo dele, Hassan, me lembrou muito das minhas amigas. O modo como ele é sempre tão engraçado, como, mesmo quando está brigando com alguém, faz piadas, e o jeito de ele levar a vida de modo tão leve. Hassan me conquistou desde o momento em que pisou no quarto de Colin para tirá-lo da depressão total. E esse amor só aumentou conforme eu ia lendo o livro.
 
E o que falar sobre Lindsey? Uma personagem cativante, para se dizer o mínimo! Fofa, linda e carismática. Ela foi parte essencial dessa viagem deles. Sem ela, nada do que aconteceu teria acontecido.
 
 
 
O teorema Katherine me arrebatou completamente. O modo como Colin amadurece, como a história nos prende, como as frases nos chocam... Tudo muito bem arquitetado para cativar o leitor. Gostei mais desse do que A culpa é das estrelas. Acho que O teorema tem mais a ver comigo, sabem? Tornou-se um dos meus preferidos, sério mesmo. Até chorei no final, e tive uma crise MUITO grande, do tipo O-QUE-VOU-FAZER-COM-A-MINHA-VIDA-AGORA-QUE-JÁ-LI-O-MELHOR-LIVRO-DE-TODOS-OS-TEMPOS? 
 
 
O Teorema Katherine é o livro que eu sempre esperei ler, mas que nunca tinha tido a chance. Felizmente, John Green realizou isso para mim! Separei os meus quotes favoritos do livro. Espero que gostem. Beijos!
 
"Qual é o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário?"

 
"Eles riram. Ele nunca mais a amou tanto quanto naquele momento."

 
"Ela era tudo de bom e eu era tudo de ruim, mas aí ela morreu, e eu, não."

 
"O pedaço que faltava em seu estômago doía demais - ele acabou parando de pensar no Teorema e ficou se perguntando simplesmente como algo que não está lá pode causar tanta dor a alguém."

 
"É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela."

 
"Não acho que nossos pedaços perdidos caibam mais dentro da gente depois que eles se perdem."

 
"Eu serei esquecido, mas as histórias ficarão. Então, nós todos somos importantes - talvez menos do que muito, mas sempre mais do que nada."

 "- Acho que vou ligar pra ela.
- Essa é a pior ideia que você já teve na vida. A. Pior. Ideia. Da. Sua. Vida.
- Não é, não. E se ela só estiver esperando que eu ligue, da mesma forma que eu estou esperando ela ligar?
- Tá, mas você é o Terminado. Terminados não ligam. Você sabe disso, kafir. Terminados não devem ligar nunca, em hipótese alguma. Não há exceção para essa regra. Nenhuma. Não ligar. Nunca. Você não pode ligar."